26 de jan de 2012

Volte à Cruz!


O brado Volta a Bordo soa aos cristãos como um doce convite: Volta à Cruz!


O trágico naufrágio do transatlântico Costa Concordia, navio italiano que adernou às margens de uma ilha na região da Toscana, é um triste arquétipo do homem contemporâneo, cheio de honras, pompas e títulos. Este mesmo homem, que gosta dos benefícios e honrarias de sua posição, foge covardemente de suas responsabilidades, esconde-se como uma criança diante dos seus deveres, muitas vezes colocando em risco de morte milhares de pessoas. O Comandante Francesco Schettino, que abandonou seus tripulantes e passageiros ignorando suas responsabilidades, ouviu do comandante Gregorio Maria De Falco a ordem que devia ressoar nos ouvidos dos homens públicos e, principalmente, dos cristãos: Volta a Bordo!


Reprodução: Comandante De Falco
A frase do comandante De Falco significa o retorno às responsabilidades e o abandono das próprias vontades. Volta a Bordo é  uma exortação aos homens de nosso tempo e muitas vezes significa o retorno a uma situação pessoalmente incômoda ou até dolorosa, mas que precisa ser retomada por causa de deveres anexos a sua vocação profissional ou pessoal. Para os cidadãos comuns, voltar ao navio é retornar a seus deveres, encarar as consequências de suas escolhas, abraçar não só o bônus, mas também o ônus de sua posição. Para os cristãos, no entanto, a frase significa mais, significa Volta à Cruz! A paráfrase das palavras proferidas pelo comandante De Falco é um chamado à conversão e à mudança de vida.

Volta à Cruz, quando a situação exigir força interior muito além do comum; Volta à Cruz, quando o medo dificultar o julgamento do que deve ser feito em cada ocasião; Volta à Cruz, quando a vontade seja fugir das consequências de suas escolhas; Volta à Cruz, cristãos, pois lá se encontra Nosso Senhor, lá é o seu lugar sobrenatural. Retornar a seus deveres, quando tudo apontar para a fuga e o recolhimento, é um chamado a retornar à Cruz de Cristo.

As palavras do comandante De Falco ao comandante Schettino lembram aos cristãos a vocação a que são chamados. O brado Volta a Bordo soa aos cristãos como um doce convite: Volta à Cruz! Pois este fardo não é pesado, embora seja ainda um fardo.


fonte:

Humanitatis.net
24 de janeiro de 2012

Por Robson Oliveira

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