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10 de jan. de 2012

Carta apostólica "Porta fidei" - Com a qual o Papa convoca o Ano da Fé

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 17 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos, a seguir, a carta apostólica publicada hoje em forma de Motu próprio, intitulada “Porta fidei”, do Papa Bento XVI, com a qual convoca o Ano da Fé.

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CARTA APOSTÓLICA - SOB FORMA DE MOTU PROPRIO
PORTA FIDEI
DO SUMO PONTÍFICE

BENTO XVI
COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ 

1. A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.

2. Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude»[1]. Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado.[2]Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.

20 de out. de 2011

Documentos da Igreja

Afinal, quais são os documentos que a Igreja usa, e quais as diferenças de um para outro?

Esses são classificados de acordo com seus objetivos e tratam de assunto de doutrina, moral, governamentais, disciplinares e outros temas que achem necessários ou oportunos.

Os documentos oficiais da Santa Sé são escritos em latim e devem ser publicados no periódico oficial que é a Revista Acta Apostolicae Sedis. Vigoram após três meses a contar da data de sua publicação.

Os nomes dos documentos são nomeados por incipit, ou seja, conforme as primeiras palavras do documento. A palavra incipit significa iniciar, principiar.

Conhecendo mais sobre os documentos escritos por nossos padres conhece-se mais sobre a nossa Igreja e fortalece-se cada vez mais na fé, fazendo com que o fiel persevere em sua caminhada com Cristo.

Os  documentos emitidos pela Santa Sé são:

  1. Bula
  2. Breve
  3. Rescrito
  4. Motu Proprio
  5. Encíclica
  6. Constituição
  7.  Exortação Apostólica
  8.  Cartas Apostólicas