Era
o século XVIII. Alguns iluministas vadios estavam reunidos em uma
taberna, bebendo e falando asneiras. Entre uma piada infame e outra, de
repente, um gaiato solta essa: “Aí, quer saber? Os padres são tão
estúpidos que, na Idade Média, pregavam que a terra era plana!”.
Explosão de risos… Pronto! Nascia aí uma das mais famosas calúnias
anticatólicas.
A cena acima fica por conta da minha imaginação. Mas não deve ter sido nada muito diferente disso. O fato é que a historinha vil sobre a negação da esfericidade da Terra foi inventada por intelectuais iluministas, que (a exemplo de Voltaire) estavam sempre prontos a ridicularizar a Igreja.
Saca a lenda da cenoura do Mário Gomes? Então… foi mais ou menos
assim que aconteceu. O boato da crença católica na Terra plana foi tão
bem espalhado que, com o tempo, se tornou “verdade”. Foi ganhando
informalmente as ruas, virou conto, depois peça de teatro… E a corja viu
que o embuste tava fazendo tanto sucesso, que valia muito a pena
divulgá-lo por meios mais “sérios”, como livros, jornais e
universidades. Mas acho que nem esses canalhas poderiam imaginar o tanto
que o mito duraria, e nem o tamanho do estrago que ele faria no Corpo da Igreja.