Hernán Cosp – 3º Teologia
São Tomás de Aquino, no seu tratado sobre a temperança[1],
aborda um assunto ao mesmo tempo, tão interessante e agradável quanto atraente
e fascinante: a curiositas. Analisemos o pensamento do doutor angélico
a respeito de tal questão.
Em primeiro lugar, São Tomás distingue dois tipos de curiositas.
Uma é aquela que diz respeito ao conhecimento intelectual e outra é aquela que
toca no conhecimento sensitivo. O Aquinate, com a sua natural clareza e
simplicidade, nos mostra que sendo o objeto a conhecer alheio às nossas
necessidades espirituais e conveniências terrenas, pode facilmente ser nocivo à
alma. Em outras palavras, o afã de conhecimento pelo mero prazer de dilatar
nossa inteligência, pode levar à perversão do indivíduo, pois o aparta de seu
fim último que é Deus Nosso Senhor.